Ruído alto e excessivo é uma fonte de “stress” e desconforto ao indivíduo de uma forma geral, podendo causar perda de concentração e algumas vezes ser fonte de doenças ocupacionais, além de levar a perda da audição com o passar o tempo.
Desta forma, o controle de ruído se torna primordial dentro das indústrias aeronáutica, automotiva, linha branca (refrigerador, ar condicionado, máquina de lavar roupa, etc.), além do chão de fábrica. E cada vez mais a indústria da construção civil é exigida por seus clientes sobre imóveis com o mínimo de ruído, ou seja, com o máximo de isolamento acústico, seja controlando o ruído transmitido pelo ar (“airbourne noise”) ou o ruído transmitido pela estrutura (“structural bourne”). O consumidor, neste caso, deseja que possíveis incômodos gerados pelo tráfego automotivo, ambulâncias, conversas entre vizinhos, casas noturnas e shows não cheguem até sua residência. E em alguns casos que o ruído gerado por ele próprio não incomode seus vizinhos, como exemplo, quando vai assistir sua televisão ou ouvir uma música. Pode-se citar o caso de hotéis de alto padrão, onde os níveis de ruído devem ser extremamente baixos. Desta forma, portas e paredes devem ter uma alta performance no que concerne ao isolamento acústico para que seus hóspedes tenham o maior nível de tranqüilidade possível.
Portanto, pode-se dizer que o controle de ruído, principalmente quando se fala em perda de transmissão, está cada vez mais tornando-se um fator preponderante na indústria e na construção civil, levando a estruturas cada vez melhores na sua performance de isolamento.
A transmissão de energia sonora de uma região de um fluido a outra pode ser controlada de duas formas: através da absorção sonora de materiais apropriados (o que acontece através da dissipação da energia em calor) ou através da variação da impedância acústica do meio ao longo do caminho de transmissão de energia. Além disso, alguns materiais acústicos podem empregar ambas as técnicas combinadas.
Eng. Emanuelle Perini.